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Como funciona um intercâmbio de energia?

PUBLICADO EM 02/12/2015 Como funciona um intercâmbio de energia?

intercâmbio de energia

O intercâmbio de energia é caracterizado pela importação ou exportação de energia — elétrica, eólica, solar, térmica etc — entre países ou regiões, em caso de dificuldade no suprimento ou excesso de oferta. Essa “troca” de energia é feita principalmente por meio de linhas de transmissão e gasodutos. Esse tipo de integração promove um melhor aproveitamento das matrizes energéticas, reduzindo os custos de produção e aumentando a segurança e competitividade do mercado. Isso porque o mercado tem a garantia de que, caso falte ou sobre energia, um país ou região pode equalizar sua demanda.Sem colocar em risco a segurança do Sistema Interligado Nacional (SIN), o intercâmbio de energia é feito por agentes habilitados (distribuidor, gerador, comercializador, consumidor livre ou especial), que firmam contratos de uso e conexão com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Pelas normas atuais, a contratação só pode ser feita uma única vez no mês, independentemente do número de dias nos quais a rede for utilizada, e exige estudos regulatórios e técnicos. O intercâmbio de energia apresenta duas modalidades: na “sem devolução”, um país compra a energia de outro, enquanto a modalidade “com devolução” funciona como uma espécie de empréstimo no qual a energia usada é restituída ao país fornecedor. Por conta da dimensão territorial do Brasil, o SIN tem papel fundamental nos intercâmbios energéticos entre as regiões do país. O sistema é dividido em quatro submercados (Sul, Sudeste/Centro-Oeste, Nordeste e Norte), e a energia produzida circula livremente dentro de cada um deles. Com o objetivo de aproveitar os excedentes sazonais de geração hidráulica e de outras fontes produtoras, o intercâmbio entre essas regiões tem sido expandido nos últimos anos. Na América do Sul, a principal interligação do Brasil é feita com a Argentina, pois esses países possuem sistemas elétricos complementares. Além disso, o sistema brasileiro também faz intercâmbios energéticos com o Uruguai, Paraguai e Chile.




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